terça-feira ,29 setembro 2020
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Vacina contra covid-19 pode estar disponível 4 meses após fim dos estudos clínicos, diz diretor de instituto da Fiocruz

Após o resultado dos estudos clínicos finais, a vacina para a covid-19 pode estar disponível para população brasileira em até 4 meses, de acordo com estimativa feita pelo diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Maurício Zuma.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos é uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde e responsável por monitorar as iniciativas de vacina contra o novo coronavírus.

 

Em entrevista ao HuffPost Brasil por videochamada, Zuma afirmou que, com algumas adaptações, como implementação de novos turnos de trabalho, o instituto poderá produzir até 40 milhões de doses por mês. É possível que o Brasil adote mais de um produto, direcionado para grupos específicos, como idosos, por exemplo. Segundo Zuma, a eficácia mínima da vacina deve ser de 70%.

Além da escolha da vacina e negociações para ter acesso à tecnologia , o esquema de imunização também será definido pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações.

Pela legislação brasileira, para uma nova tecnologia ser incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde), é necessário ter registro aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aval da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Mesmo se a tecnologia for estrangeira, o registro pode ser intermediado pela Bio-Manguinhos.

De acordo com Zuma, a capacidade nacional para produção da vacina depende do tipo de tecnologia adotada. “Se for uma tecnologia que já tem instalações [no Brasil], fica mais fácil. A vacina de Oxford, por exemplo, a gente não tem detalhes ainda aprofundados, mas a gente tem plataformas semelhantes aqui que facilitariam a implantação da produção num tempo menor”, afirmou.

Nesta terça-feira (23), o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que o governo deve assinar um acordo ainda nesta semana para produzir no Brasil a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela biofarmacêutica AstraZeneca.

Os testes clínicos com 5 mil voluntários brasileiros foram iniciados nesta semana. Isso não garante que o produto estará disponível para brasileiros; é necessário que seja considerado seguro e eficaz, o que pode ocorrer só em 2021.

“Estamos fechando com a Casa Civil a assinatura e o compromisso de participação do Brasil. Estamos em ligações paralelas com a universidade e a AstraZeneca bem adiantadas, envolvendo a Fiocruz e a Bio-Manguinhos. A Casa Civil está analisando a assinatura para os próximos momentos, hoje ou amanhã, ainda nesta semana”, afirmou o ministro interino, em audiência pública em comissão do Congresso com deputados e senadores.

De acordo com Pazuello, além da vacina de Oxford, o ministério decidiu trabalhar com uma iniciativa americana e outra chinesa. Ele não informou mais detalhes. Em 11 de junho, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o Instituto Butantan seria parceiro da farmacêutica chinesa Sinovac Biotec  para a produção de uma vacina contra o coronavírus.

Fonte: Yahoo

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