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Três capitais brasileiras decretam ‘lockdown’ contra coronavírus

Três capitais do norte e do nordeste do Brasil decretaram medidas de controle a atividades mais estritas a partir desta semana para conter o avanço do novo coronavírus nestas regiões, que estão entre as mais afetadas pela pandemia.

Em São Luís, capital do Maranhão, e em outros três municípios as medidas começaram a vigorar nesta terça-feira. O Pará determinou as medidas a partir da quinta-feira na capital, Belém, e em outras nove cidades. Fortaleza, capital do Ceará, adotará as medidas na sexta-feira.

Em um decreto assinado no domingo, o governador do Maranhão, Flávio Dino intensificou as medidas de isolamento nos quatro municípios que formam a chamada ilha de São Luís. A decisão visa a evitar o caos no sistema de saúde, explica o governador.

Com 4.530 casos e 271 óbitos até esta terça-feira, o estado é o sexto mais afetado pela COVID-19 no Brasil.

Com a medida, o Maranhão restringiu ainda mais a circulação dos transportes nos quatro municípios, aumentou os controles a pedestres e determinou o uso obrigatório de máscaras. O decreto permite o funcionamento das áreas essenciais de saúde, alimentos e segurança, entre outras.

O Ceará, por sua vez, totaliza 11.470 casos e 795 mortes, sendo o terceiro estado mais impactado pela pandemia.

O governador Camilo Santana defendeu a necessidade de restringir ainda mais a circulação social na capital, Fortaleza, porque o sistema de saúde está chegando ao limite. Outras cidades manterão a quarentena parcial.

No Pará, o governador Helder Barbalho anunciou que dez cidades, inclusive a capital, Belém, suspenderão totalmente as atividades não essenciais a partir da quinta-feira.

Barbalho informou que as pessoas deverão circular com máscaras, identificação e documento de trabalho, pois haverá inspeção nas ruas para garantir o cumprimento da medida.

O Pará, sétimo estado mais afetado pela COVID-19, soma 369 mortes e 4.472 casos, um deles o próprio Barbalho, que anunciou seu diagnóstico positivo em 14 de abril.

O Ministério Público do Amazonas, cenário de superlotação de hospitais e sepultamentos em massa, solicitou nesta terça-feira à justiça que determine às autoridades locais o decreto de um ‘lockdown’ na capital, Manaus, nas próximas 24 horas.

O Amazonas é o quinto estado mais afetado pela pandemia no país, com 8.109 casos e 649 mortes.

A COVID-19 já causou 7.921 mortes e 114.715 casos no Brasil.

No estado de São Paulo, epicentro da pandemia no país, vigora o distanciamento social desde março, mas o governador João Doria ainda não prevê restringir totalmente a circulação.

O presidente Jair Bolsonaro é contrário às medidas de confinamento, o que o levou a exonerar há duas semanas o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que defendia o distanciamento social para conter o avanço do coronavírus.

O novo ministro, o oncologista Nelson Teich, afirmou na semana passada que não é possível ainda relaxar as medidas restritivas.

Com informações do Yahoo

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