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Sem cortes, sem dor: radiocirurgia controla evolução de tumor cerebral

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Apesar do nome, o tratamento troca bisturis por radiação intensa

Uma técnica capaz de controlar o desenvolvimento do tumor cerebral com o uso de radiação intensa e precisamente direcionada à célula cancerígena. Assim mesmo sem o emprego de anestesias, cortes ou internação hospitalar.

O que parece realidade de filme de ficção científica, na verdade, é um procedimento utilizado no controle de tumores específicos, como no caso da servidora pública municipal, Adriana Alamonica Giesen de 50 anos.

Adriana foi diagnosticada com câncer de mama há quase dois anos e, em março último, recebeu a notícia de que as células anormais, antes na mama, agora também estavam aglomeradas em seu cérebro.

Devido ao tamanho e à localização do tumor, os médicos consideraram a radiocirurgia como o melhor tratamento para a servidora, que na outra semana já estava liberada para voltar às atividades normais. “Foi muito tranquilo, eu fiz em uma quinta-feira e na segunda, já estava trabalhando”, comentou.

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Médico Carlos Rebello

Minimizar os impactos na vida do paciente é um dos principais papeis da técnica, como explica o médico rádio-oncologista do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), Carlos Rebello. Segundo ele, os efeitos colaterais são bem menos drásticos do que uma intervenção cirúrgica.

“Em certos casos, o tumor é pequeno e está em um local de difícil acesso, e com os feixes de radiação atuando de forma precisa e direta no tumor as chances de êxito são muito maiores do que no método convencional. Os erros neste tipo de técnica, que possam gerar perda motora, da fala, entre outros, são menores”, esclareceu.

Rapidez

O procedimento no IRV é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, composta por físicos médicos, radio-oncologistas e neurocirurgião e dura cerca de duas horas.  “O processo realizado no Instituto tem duas etapas: primeiro fazemos os exames para verificar a área que receberá a radiação e o segundo momento realizamos tratamento em sim. Se os dois procedimentos forem executados no mesmo dia, o tempo varia para até quatro horas”, explicou.

A servidora precisou de 45 minutos a uma hora para completar a intervenção, que segundo ela, não causou nenhum efeito colateral em seu corpo. “Não tive dores ou reações. Minha sensação foi de muito conforto, amparo e segurança em todas as etapas, pois a equipe médica ficou comigo até o fim do procedimento”, lembrou.

De acordo com o médico, o resultado da radiocirurgia, assim como de qualquer outra técnica, necessita de um tempo. Geralmente é expedido após 30 a 60 dias. “Alguns casos, podemos ter essa resposta rápida, mas o ideal para darmos um laudo concreto é de 90 dias”, afirmou.

Tratamento

Para realizar a radiocirugia no Instituto de Radioterapia de Vitória, são utilizados equipamentos tecnológicos que garantem a segurança do paciente. “Usamos os sistemas de planejamento Eclipse, responsável por realizar a programação do tratamento e de gerenciamento Ária, que controla a máquina evitando mudanças na programação médica e física sem a aprovação dos profissionais”, explicou.

 

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