sábado ,31 outubro 2020
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Quarta morte causada por cerveja contaminada é confirmada em Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais confirmou que a morte de uma mulher em Pompéu, em 28 de dezembro de 2019, está relacionada com a síndrome nefroneural causada pelo consumo de cerveja contaminada. Ela tinha 60 anos e consumiu a Belorizontina no bairro de Buritis.

Foto: Divulgação

Na manhã desta quinta-feira, também foi confirmada a morte de um homem de 89 anos em decorrência do consumo da bebida. Até o momento, quatro pessoas morreram. Segundo a SES, até esta quinta-feira foram notificados 18 casos de intoxicação, dos quais quatro foram confirmados e 14 continuam sob investigação.

Apenas a morte de Pachoal Dermatini Filho, de 55 anos, está dentre os casos confirmados de intoxicação pelo dietilenoglicol. Os outros três estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

Na tarde desta quinta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota informando que identificou a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol em oito produtos da Cervejaria Backer. Foram encontradas as substâncias tóxicas nas marcas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2, além das marcas Belorizontina e Capixaba.

As análises foram realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e constataram 21 lotes contaminados. A cerveja Belorizontina passou a ter 12 lotes contaminados.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) proibiu a comercialização e o fornecimento de cervejas produzidas pela Backer. O documento foi emitido após uma reunião que envolveu o Procon-MG,  representantes da Cervejaria Backer, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Saúde da capital.

Ficou definido também que os “produtos deverão ser separados, devidamente identificados e ficar sob a guarda do responsável pelo estabelecimento até a conclusão das investigações”.

Além disso, o MPMG declarou que “em hipótese alguma, esses produtos poderão ser descartados, seja no lixo comum ou em qualquer outro local” e que a “cervejaria Backer emitirá um comunicado, posteriormente, sobre a destinação desses produto”.

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