sexta-feira ,10 julho 2020
Home / Esporte / Policial militar é vice-campeão brasileiro de Jiu-Jitsu

Policial militar é vice-campeão brasileiro de Jiu-Jitsu

dsc_1366
Cabo Libardi tem 12 anos de carreira militar Foto: Bruna Miranda

Às 24 horas do dia já não tem sido suficientes para dar conta de fazer todas as atividades cotidianas. Agora, imagina ter que conciliar duas carreiras diferentes? Essa é a rotina do morador de Guarapari, o cabo da Polícia Militar Eduardo Libardi, 39 anos. Ele também é faixa preta de Jiu-Jitsu e dá aulas da luta em uma academia da cidade.

Eduardo conta que é apaixonado pelas duas atividades que exerce. A primeira paixão foi o serviço militar, que faz parte da vida dele há 12 anos, surgiu como uma tradição familiar, já que quase todos os familiares são militares.

dsc_1438
Eduardo dividi o seu conhecimento dentro da arte marcial com os alunos Foto: Bruna Miranda

Já o Jiu-Jitsu apareceu há 10 anos, como uma forma de adquirir uma vida mais saudável, “eu estava com pressão alta e decidi começar a praticar o esporte. Mas, depois veio as competições e decidi levar mais a sério, então fiz da luta um ganho pessoal”.

A partir daí, ele se aprofundou no mundo das artes marciais e chegou ao profissionalismo, nesse momento surgiu a vontade de dar aula. Além disso, atualmente Eduardo é vice-campeão da confederação brasileira de Jiu-Jitsu esportivo (CBJJE).

dsc_1454
Eduardo com alunos e colegas do Jiu-Jitsu Foto: Bruna Miranda

Segundo Libardi, a segunda atividade não foi escolhida por acaso, é que ela tem uma interação com o serviço militar, “uma das matérias do curso da academia de polícia é voltado para defesa pessoal, e o Jiu-Jitsu é muito completo dentro da defesa pessoal”.

Com isso, as técnicas adquiridas com a prática do esporte auxiliaram também dentro do trabalho que ele desenvolve na polícia e contribuiu para que em diversas ocorrências  a outra pessoa não se lesionasse diante da capacidade dele de usar os conhecimentos da luta, “já teve algumas situações que a pessoa estava com algum tipo de transtorno, que o jiu-jitsu foi primordial, porque um soco por exemplo é totalmente diferente de uma imobilização. Isso sempre aliado com as técnicas policiais”, destaca.

A rotina da vida dele é bem cansativa e o trabalho na polícia é extremamente estressante, já que ele lida com situações problemáticas todos os dias. Então, como será que ele consegue dar conta de todas essas obrigações? Eduardo conta que só é possível conciliar as duas paixões por conta da fé e o apoio incondicional da sua família.

dsc_1379
Família do Libardi: os pais, a enteada, esposa e filha Foto: Bruna Miranda

Principalmente da sua esposa Eliana Silva, 37 anos, que auxilia em todos os detalhes do dia a dia para facilitar a rotina tão corrida, “É primordial ter o apoio da família para algo dar certo, e sempre estar ao lado dele. A gente procura se ajudar, porque eu também tenho uma vida corrida porque também sou empresária, e temos uma filha pequena, a Laura de 4 anos que precisa muito de nós”, explica Eliana.

A filha do casal já mostra interesse na arte marcial praticada pelo pai e costuma acompanha-ló nas aulas, “eu também dou aula para crianças, trabalho o lado lúdico da luta, para ser de uma forma divertida mas também trabalhando a disciplina e respeito ao próximo. A minha filha ama participa e já demonstra que quer seguir na prática da luta.”

dsc_1382
O apoio da família é fundamental para o Eduardo conciliar as duas carreiras Foto: Bruna Miranda

Você pode Gostar de:

Musical “Meu Brasil Brasileiro” estreia em Guarapari

Uma viagem pela cultura e belezas das regiões brasileiras, representadas através das suas músicas e …