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Polícia Civil encontra carro que atropelou e matou ciclista em SP

A Polícia Civil encontrou, no Centro de São Paulo, o carro que atropelou e matou a cicloativista Marina Kohler Harkot. O acidente aconteceu na região do Sumaré, na Zona Oeste, no domingo (8).

Cicloativista morre atropelada na Zona Oeste de SP — Foto: Reprodução/Instagram

O carro foi levado para a delegacia na madrugada desta terça-feira (10). O homem que consta como dono do veículo foi identificado, mas alegou que o carro foi vendido em 2017 — informação confirmada pelas investigações.

Assim como o atual proprietário do veículo, a placa é de Confidentes, cidade de Minas Gerais. A expectativa da polícia é que o motorista se apresente nesta semana, mas, por causa da lei eleitoral, eleitores não podem ser presos a partir de cinco dias antes das eleições, que acontecem neste domingo (15).

Homenagem

Ativistas e colegas homenagearam Marina Harkot, nesta segunda-feira (9). Eles escreveram frases nas avenidas Paulo VI e Sumaré.

Frases são escritas no asfalto onde Marina Kohler Harkot foi atropelada, na Zona Oeste de São Paulo. — Foto: Rodrigo Rodrigues/G1

Além das frases no asfalto, os ativistas fizeram um protesto, no domingo (8), em diversos pontos da cidade pedindo Justiça pela jovem e mais segurança no trânsito.

Os manifestantes foram de bicicleta até a Avenida Pacaembu, onde o corpo da jovem estava sendo velada pela família, e fizeram uma homenagem para a jovem na porta, com muitas palmas.

Protesto contra a morte de ciclista que atropelada na Zona Oeste de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Emocionados, os familiares de Marina saíram na sacada do imóvel e agradeceram o apoio. A mãe de Marina chorou e disse que a família está “totalmente despedaçada” com a tragédia.

“Marina é minha filha primeira, muito amada, muito determinada, muito idealista. E a gente está totalmente despedaçado. Tava construindo uma casa com o marido, um amor, uma vida futura. Estudando, fazendo doutorado, engajada. Obrigado por vocês estarem aqui e a luta continua de verdade. ‘Tamo junto’, gente. Muito obrigado”, disse a mãe.

O corpo de Marina foi enterrado nesta segunda (9) em Niterói, no Rio de Janeiro.

Acidente

O atropelamento de Marina foi presenciado por uma policial militar de folga, que circulava pela região. Ela anotou a placa do veículo e acionou o socorro. O caso é investigado pelo 14° Distrito Policial, em Pinheiros.

A velocidade da Avenida Paulo VI, onde o acidente ocorreu, é de 50km/h e possui quatro faixas. A vítima estava na última, próxima ao parapeito.

A jovem cicloativista tinha a bicicleta como principal meio de transporte e era pesquisadora de mobilidade urbana. Atuou no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e foi coordenadora da Ciclocidade (Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo).

Com informações do G1

Tell Miranda

Jornalista e radialista

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