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Polícia Civil conclui inquérito sobre chacina da Ilha Dr. Américo

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória concluiu as investigações sobre sêxtuplo homicídio – quatro consumados e dois tentados –cometido no dia 28 de setembro, na Ilha Dr. Américo de Oliveira, em Vitória, crime que ficou popularmente conhecido como “Chacina da Ilha”. Ao todo, seis pessoas – sendo quatro adultos e dois adolescentes –, foram identificadas como autores e coautores do crime. Todos respondem como réus na ação penal que tramita na 1ª Vara Criminal Privativa do Júri da Capital.

Os resultados da investigação foram apresentados em entrevista coletiva, concedida nesta quinta-feira (26). O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, esteve presente.

“Quero parabenizar a Polícia Civil pelas investigações e agradecer a integração das demais forças de segurança. Mais uma vez, vemos aquela faixa etária que a gente já vem apontando, que é muito sensível e facilmente cooptada pelo tráfico de entorpecentes. Os autores dessa chacina têm idades entre 17 e 22 anos e estavam fortemente armados. Sobre as vítimas, não há comprovação alguma de pertencimento a nenhuma facção criminosa”, declarou o secretário.

O delegado geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, destacou a importância da integração entre diversas forças policiais, o que possibilitou o cruzamento de informações e a prisão de três autores, ainda no decorrer das investigações.

“Foi um trabalho feito a várias mãos, de integração com a Polícia Militar, Força Nacional, inteligências da Polícia Civil e da Sesp. Além da celeridade do inquérito policial, ele foi também muito bem instruído e um inquérito policial bem elaborado, bem constituído, com provas periciais, é certeza de punição”, afirmou o delegado-geral.

Dinâmica do crime

O titular da DHPP de Vitória, delegado Marcelo Cavalcanti, explicou que a equipe de investigação montou um verdadeiro quebra-cabeças e elucidou o crime em menos de dois meses. As investigações apontaram que as seis vítimas estavam na Ilha Dr. Américo de Oliveira em um momento de lazer.

No mesmo local estava um adolescente de 17 anos que fez contato com o homem considerado chefe do tráfico no Morro do Quiabo, informando que aquelas pessoas eram ligadas a uma organização criminosa rival. Este homem reuniu comparsas para realizar o ataque. Posteriormente, as investigações apontaram que a informação estava errada. O grupo armado usou um barco para chegar até a ilha.

“Eles renderam as vítimas, as subjugaram mediante uma violência psicológica sem tamanho, apontando arma de fogo, obrigaram as vítimas a se deitarem, pegaram os celulares, violaram senhas mediante ameaças, efetuaram uma ligação para um indivíduo que não estava na ilha. Foi quando tiveram a informação de que eles não eram envolvidos com esta facção criminosa e, mesmo assim, quatro pessoas foram executadas”, disse Cavalcanti.

Seis dos alvejados morreram na hora. Dois sobreviventes foram socorridos. As diligências começaram logo após o fato e três pessoas foram presas durante as investigações, sendo a primeira no dia 02 de outubro. Um homem de 22 anos foi preso com apoio da Força Tática da Polícia Militar. Ele aparece nas imagens feitas pelos autores no local do crime.

No dia seguinte, a equipe da DHPP de Vitória prendeu um suspeito de 18 anos, responsável por pilotar o barco utilizado no crime, além de ser um dos executores. O terceiro a ser preso foi um homem de 22 anos, responsável por emitir a ordem do homicídio, bem como efetuar os primeiros disparos nas cabeças das vítimas.

Ele foi preso no dia 26 de outubro com apoio da Força Tática da Polícia Militar. As investigações apontam que este indivíduo exerce posição de liderança no tráfico da região de Porto Novo, em Cariacica, e é temido pela população por tamanha crueldade em sua atuação criminosa.

Outros três envolvidos são um suspeito de 19 anos, apontado como um dos executores e foragido, além de dois adolescentes, ambos com 17 anos, sendo um deles o que passou a informação errada que provocou o ataque, e o outro um integrante do grupo que executou as vítimas.

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