segunda-feira ,20 janeiro 2020
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Mulheres fazem ato em memória da morte de balconista e outras vítimas de feminicídio em Guarapari

Um grupo com cerca de 30 mulheres se reuniram em um ato pelo basta do feminicídio, no começo da noite de ontem (13), em Guarapari.

A manifestação pacífica foi motivada pela morte da balconista Shirley Simões, de 31 anos, morta na quinta-feira (9), pelo ex-marido.

O ato “Nenhuma mulher a menos! Basta de feminicídio”, foi organizado pelo Coletivo Feminista Mulheres que Lutam, que é de Guarapari. Outras mulheres que foram vítimas do crime na cidade também foram lembradas durante o protesto.

Com faixa, cartazes e segurando bexigas pretas, as mulheres ficaram posicionadas no sinal na subida da ponte no Centro da cidade.

Depois com o apoio da polícia militar, seguiram caminhando, gritando palavras de ordem e cantando músicas de apoio, pela ponte até o sinal em Muquiçaba, ficaram por cerca de meia hora e seguiram para a Orla da Praia do Morro, ao final foi feito um círculo, e um momento de oração.

Familiares da Shirley como a filha, prima, tia, cunhada, ex-marido e pai da filha dela, amigas também estavam presentes, muito emocionados eles acompanharam o ato e pediam a todo momento por justiça.

Segundo as integrantes do coletivo, o ato foi organizado como forma de mostrar indignação diante dos crimes e para chamar atenção para que novos casos como esse não aconteçam.

Shirley Simões foi morta com seis tiros pelo ex-marido na última quinta-feira (9)

Para Emilly Tenorio, 32 anos, assistente social, integrante do coletivo e do Fórum de Mulheres do ES (FOMES/AMB), o ato é necessário para mostrar que as vidas das mulheres importam, que cada mulher que for assassinada será lembrada.

“Também é importante para chamar atenção do poder público. Cobrar mais políticas públicas de prevenção e assistência às mulheres e suas famílias. Precisamos de serviços especializados, acompanhamento terapêutico para mulheres que necessitarem, assim como às suas famílias”, explica Emilly.

Elisa O´Neill, 27 anos, advogada e integrante do coletivo, destaca o que sentiu em participar do ato e a força da união das mulheres.

“Potência é a palavra que resume o nosso ato de ontem. A potência de mulheres unidas, lutando umas pelas outras. A maioria das mulheres que estavam ali nem conheciam a Shirley, mas estariam ali por qualquer mulher que precisasse. Vemos que a nossa união faz a força, que podemos e vamos cuidar umas das outras. É triste que esse tipo de manifestação precise ocorrer, mas sinto orgulho de saber que não vamos nos calar. O coletivo ajuda a reunir essas mulheres fortes e lutadoras, a canalizar nossas ações em busca de um mundo mais justo para todos e todas”, ressalta.

Serviço:

Em Guarapari os casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres são acompanhados no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) que possui um grupo de mulheres.

O CREAS de guarapari fica na Rua Teotônio Ferreira Lima, 173, Praia do Morro. Telefone 3361-1353

A Delegacia da Mulher de Guarapari Rua Santo Antonio, 313, Muquiçaba. Telefone 3262-7022.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do coletivo basta entrar no perfil do instagram @lutamulher.

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