terça-feira ,20 outubro 2020
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Força-tarefa para recuperar acervo histórico em Iconha

Na última quinta-feira (23), técnicos da Secretaria da Cultura (Secult), do Núcleo de Conservação e Restauração da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e restauradores estiveram em Iconha atuando em uma força-tarefa para o salvamento do acervo do Espaço Cultural Zoé Rodrigues Misságia. A ação contou com o apoio da Secretaria da Educação (Sedu), que disponibilizou uma van de passageiros e uma van de carga para o transporte do acervo atingido para Vitória.

A van de carga foi carregada de doações realizadas pelos participantes, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela empresa Casa do Síndico – Vitória.

Participaram da ação servidores, estagiários da Secult e do NCR/UFES e de profissionais restauradores que atuam no mercado capixaba que se dispuseram a colaborar voluntariamente neste trabalho. O grupo se organizou durante a semana para levantamento de materiais necessários para o resgate e discussões sobre procedimentos a serem adotados.

Foram trazidas mais de 50 telas e diversos livros e documentos históricos que estão sendo identificados, estabilizados e recebendo higienização mecânica pela mesma equipe de voluntários no Núcleo de Conservação e Restauração da UFES, com apoio de técnicos do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo e materiais disponibilizados pela UFES e pela Secult. O próximo passo será identificar projetos e fontes de recurso que viabilizem a execução do trabalho de restauração.

O espaço foi invadido pela lama após fortes chuvas de sexta-feira, 17 de janeiro, e teve parte do seu acervo perdido. No local funciona a Biblioteca Municipal, o Museu Histórico da cidade, duas galerias de arte, sala de ensaio para a banda municipal e sala do Instituto Histórico e Geográfico de Iconha.

De acordo com a museóloga da Secult, Paula Nunes Costa, o acervo da Biblioteca Municipal foi totalmente perdido devido à contaminação pela lama. “Cerca de 95% das telas existentes nas duas Galerias de Arte foram identificadas e embaladas e 50% dos documentos do Instituto Histórico e Geográfico local foram selecionados para serem trazidos para Vitória. O acervo do Museu está sendo identificado pela própria equipe do espaço para posterior higienização”, disse.

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