domingo ,29 novembro 2020
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Dia Mundial do AVC: especialista reforça importância da atividade física para reduzir risco da doença

Um acidente vascular cerebral (AVC) pode acontecer com qualquer um, a qualquer hora e em qualquer lugar. A World Stroke Organization – WSO (Organização Mundial do AVC) afirma que, ao longo da vida, uma em cada quatro pessoas será acometida pela doença, mas, com as atitudes corretas, 90% dos casos podem ser evitados. Pensando nisso, neste ano, a campanha do Dia Mundial do AVC, lembrado em 29 de outubro, aborda o tema “Exercício para redução do risco” como forma de prevenir a doença.

Segundo o médico neurologista e coordenador da Unidade de AVC do Hospital Estadual Central – Benício Tavares Pereira (HEC), José Antônio Fiorot Junior, fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade e doenças cardíacas podem ser minimizados com a prática de atividades físicas. “O foco da campanha é a prevenção primária, fazer com que as pessoas saiam da inércia o mais rápido possível”, disse.

A prática regular de exercícios físicos traz muitos benefícios para a saúde e contribui para a redução de riscos de AVC. Com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), restrições foram impostas na tentativa de evitar a proliferação do vírus, entre elas o fechamento de academias e a proibição de qualquer tipo de aglomeração, inclusive para a prática de atividade física em locais públicos. 

“Diante desse cenário, a WSO percebeu que as pessoas ficaram mais sedentárias. Com o afrouxamento das medidas de isolamento e obedecendo a etiqueta respiratória, a ideia é mudar isso”, pontuou Fiorot.

Para conscientizar sobre a importância da prevenção com a prática de exercícios físicos e também para alertar sobre o risco de AVC, a WSO, através da iniciativa #ConexãoAVC, traz uma programação totalmente virtual durante esta semana. Basta acessar o site www.conexaoavc.com.br e participar.

Risco grave nos mais jovens

Apesar de mais comum em idosos, pessoas com menos de 60 anos também podem ser surpreendidas pela doença. Fiorot explica que esses casos representam 20% dos AVCs, e as causas normalmente são genéticas, com doenças que aumentam as chances de formar trombos no corpo; traumas no pescoço que causam dissecção da artéria – ruptura do revestimento interno da artéria vertebral; ou quando a pessoa tem uma doença no coração e precisa colocar prótese antes dos 60 anos de idade.

“O AVC pode acontecer com qualquer um e a qualquer momento. Porém, os mecanismos acarretados nas idades são diferentes. Geralmente, o AVC pode ser mais grave no jovem – aquele com menos de 55 anos – porque não tem circulação colateral, ou seja, não há outra saída para o sangue circular. Quando idoso, o cérebro vai abrindo outros caminhos que conseguem irrigar, mas no jovem não. Caso haja entupimento de uma artéria de grande calibre, como no pescoço ou na artéria cerebral média, o AVC causará mais sequelas”, esclareceu Fiorot.

Números

Em 2019, a Secretaria da Saúde (Sesa) registrou 3.487 internações e procedimentos decorrentes de AVC; até agosto de 2020, são 2.508. Em relação a óbitos ocasionados por doença cerebrovascular, foram 575 até agosto de 2019 e 324 até agosto deste ano.

Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC)

A Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) é a responsável pelo gerenciamento do Hospital Estadual Central – Benício Tavares Pereira (HEC), localizado no Centro de Vitória.

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