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Covid e festas de ano novo: ‘Os pais correm risco de morrer pela atitude de quem participa’

Às vésperas das comemorações de ano novo e no auge da temporada de turismo, epidemiologistas alertam para os riscos de pessoas participarem de aglomerações e aumentarem a transmissão do vírus.

O impacto, explicam os médicos, começa no local da festa e depois coloca em risco familiares, colegas de trabalho e outras pessoas do convívio social que não necessariamente participaram de comemorações.

“Nem todo mundo tem a percepção de que o problema é que ele vai ser o transmissor para o pai dele”, diz epidemiologista

Oportunidade para aglomerar não tem faltado: São Paulo, Rio de Janeiro e destinos turísticos como Trancoso e Caraíva, na Bahia, são alguns dos vários locais onde festas irregulares (com aglomeração e sem uso de máscara) vêm sendo registradas, às vezes interrompidas por bombeiros ou pela Polícia Militar.

“Nem todo mundo tem a percepção de que o problema é que ele vai ser o transmissor para o pai dele ou que vai passar doença para o amigo, que vai passar para o pai. As pessoas não têm percepção de quanto fazem parte dessa cadeia”, diz o epidemiologista Márcio Bittencourt.

Pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, ele diz que quem vai participar de festas deve entender que “existe chance, que não é pequena, de isso se tornar uma complicação para o pai de algum deles, mãe de algum deles, talvez para a avó”.

Bittencourt destaca o risco para as pessoas do entorno que não têm a opção de controlar o contato, como familiares e colegas de trabalho.

“Tenho uma amiga que mora com os pais de 90 anos. Se ela pegar e passar para os pais, eles têm risco de morrer pela atitude dela. E não é questão de se ela vai ter ou não um caso complicado (de covid-19). Se ela, depois de voltar da festa, for viver no convívio familiar com os pais que moram com ela, não há escolha. O risco está presente.”

Na mesma linha, a epidemiologista Glória Teixeira, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), diz que, enquanto muitas pessoas continuam a restringir contatos, outras não têm a consciência de que passar a virada de ano sem aglomerar “é muito melhor porque pode evitar que um parente morra, um amigo morra, seja hospitalizado”.

“É muito difícil porque a sociedade está cansada, houve um prejuízo econômico muito grande no comércio e especialmente no turismo. Entendemos que é difícil, mas temos que apelar para o senso de solidariedade das pessoas, de que ao se proteger ela não só está se protegendo como está protegendo o outro.”

O Brasil já registrou mais de 190 mil mortes devido à covid-19 e segue como o segundo país com maior número de mortes na pandemia do novo coronavírus, depois apenas dos Estados Unidos.

Fonte: Yahoo

 

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