sexta-feira ,30 outubro 2020
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Chuva de demissões no SBT: o que passa na cabeça de Silvio Santos?

Deu a louca no patrão? Essa é a pergunta que a maioria dos telespectadores do SBT fez nos últimos dias. Maisa Silva, Lívia Andrade, Carlinhos Aguiar, Leão Lobo, Mamma Bruschetta, Roberto Cabrini, Rachel Sheherazade, o elenco completo da novela ‘Poliana Moça’ e outros nomes foram desligados da emissora de Silvio Santos.

Nos bastidores, o clima é tenso e a resposta para toda essa mudança não tem a ver apenas com a pandemia: o que a família Abravanel quer mesmo, daqui pra frente, é investir na transmissão de jogos de futebol. Todo mundo trabalha, então, sabendo que pode ser o seu último dia. Uma fonte revelou ao Yahoo! que já está rolando filas de demitidos no RH.

Ao longo dos últimos anos, o SBT acertou em cheio ao dedicar parte de sua grade de programação ao público infantojuvenil. O sucesso de ‘Carrossel’ (2012) abriu portas para outras tramas, como os remakes de ‘Chiquititas’ (2013) e ‘Cúmplices de um Resgate’ (2016).

Além de atrair crianças e adultos, que deixaram de assistir outros canais para acompanhar os filhos nesta jornada, a emissora se tornou um celeiro de novos talentos. O que dizer de Larissa Manoela, Giovanna Grigio, Jean Paulo Campos e Maisinha? Atualmente, todos “voam” fora do SBT.

Abrir mão de um público fiel e profissionais com tanto tempo de casa (e proximidade com seus consumidores, diga-se de passagem) não seria arriscar demais?

É importante deixar claro que investir na programação esportiva não é um erro. O telespectador não só se interessa, como precisa de mais opções na TV aberta. Acompanhar diferentes perspectivas de um jogo também é importante para o torcedor.

Outro ponto positivo é o espaço para novos jornalistas, cinegrafistas e diferentes profissionais que se dedicam ao ramo. Se bem que, neste caso, o jornalismo está nas mãos da CNN Brasil. A terceirização também chegou no SBT.

Além de garantir a audiência das maiores torcidas, sobretudo o público que é mais crítico ao trabalho da Globo, Silvio Santos sabe que se deu bem pagando cerca de US$ 15 milhões pelos direitos da Libertadores enquanto a concorrente desembolsava cerca de US$ 60 milhões ao ano.

O que o patrão e a família Abravanel precisam entender é que não dá para transmitir um jogo pensando apenas na audiência. Equilibrar entretenimento com informação é fundamental e reformular uma emissora do dia para a noite também não pega bem. O novo público pode até segurar a barra agora, mas o campeonato, assim como o contrato de vários artistas dispensados recentemente, tem data para acabar.

Fonte: Yahoo

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