quarta-feira ,13 novembro 2019
Home / Geral / Capixabas viram de perto a destruição do furacão Dorian

Capixabas viram de perto a destruição do furacão Dorian

Dois moradores de Guarapari e um de Marataízes estavam nas Bahamas durante a passagem assustadora do furacão Dorian, que causou destruição, mortes, e deixou muitos desaparecidos na ilha.

Os amigos e colegas de trabalho, Afonso (Chumbinho) , Antônio e Luizinho (Galego) estão mais tranquilos depois da passagem do furacão nas Bahamas Foto: Divulgação

De acordo com o empresário Afonso Jorio, que trabalha com peixe ornamental e exportação de lagosta viva, eles estão na região a serviço de uma multinacional prestando consultoria na área de pesca industrial, “estamos aqui trabalhando em um projeto de pesca e importação de lagostas vivas, nós estamos na ilha chamada, Grand Bahamas”.

Afonso conta que eles estão na cidade de Freeport , distrito e porto franco das Bahamas, localizada na ilha Grande Bahama, “foi exatamente onde o furacão fez o maior dano e causou o maior número de mortes, até ontem (5), tinham contabilizado 20 mortes, e muitos desaparecidos, e já sabe que infelizmente esse número vai aumentar”, relata.

Ele está acompanhado de Luiz Meriguete, morador do bairro Itapebussu, conhecido na cidade, como Luizinho e Antônio Carlos de Assis, morador de Marataízes.

Segundo Afonso está chegando ajuda internacional, “está vindo ajuda internacional, a cidade ficou sem energia desde antes da chegada do Dorian, sem água sem luz”.

A casa onde eles estão na ilha é segura, “nós três estamos em uma casa, em uma posição da ilha, muito abrigada, é uma casa muito sólida preparada para furação, telhado de aço, as portas e janelas, todas elas têm uma sanfona de aço pelo lado de fora que para se fechar nestes casos”.

Ele tranquiliza os amigos e parentes, pois estão bem abrigados, fizeram um estoque de água e comida, e seguiram as orientações dos moradores da ilha acostumados com este tipo de situação, “os ventos chegaram a 290 km”.

O avião ficou destruído após a passagem do furacão Foto: divulgação

Com diminuição dos ventos, eles deixaram por alguns momentos a casa onde eles estão, e foram ver o que tinha acontecido e aproveitaram para registrar os estragos, “mas a gente não sabia o verdadeiro horror que estava acontecendo do outro lado da ilha, no lado leste, no lado oeste e no lado norte, nós estamos no sul, foi onde nós sentimos menos”.

O galpão deles fica a 10 km do mar e foi completamente destruído, “eu encontrei moreia lá dentro, o mar entrou no galpão com mais ou menos 1,5 metro de água, destruiu tudo, teve pessoas que filmaram tubarão lá dentro, nas ruas e outros peixes”.

Afonso disse que ainda estão sem água e sem luz, e que o pior já passou e resta agora contabilizar os estragos, “a gente não sabe o que vai ser o futuro do negócio, a empresa vai avaliar se compensa investir nesta ilha, nas Bahamas, porque ninguém garante que amanhã venha outro furacão”.

Ele lembrou que não tinha passado na ilha um furacão tão devastador como esse, “o pessoal aqui está acostumado com o furacão, mas não com essa força toda, para eles foi uma surpresa muito grande, muito superior ao que todos estavam esperando”, relata.

As lanchas ficaram espalhadas pela cidade, em cima de cercas, das casas, ao lado de carros amontoados. ” Holywood não imaginou nunca um cenário de destruição igual esse que nós estamos vendo aqui agora”.

São mais de 17 mil casas destruídas e centenas de embarcações, “eu acho que essa ilha deve levar uns 20 anos para se recuperar, as pessoas aqui perderam tudo, tem lugar aqui que a terra sumiu, o mar levou um pedaço da ilha embora”.

Tell Miranda

Jornalista e radialista

More Posts - Website

Você pode Gostar de:

Corpo de jovem desaparecido é encontrado em Píuma

O corpo do jovem de 19 anos desaparecido no mar da Praia do Morro em …