sexta-feira ,25 setembro 2020
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Bolsonaro recua no tom e cita medidas do governo contra coronavírus

Na noite desta terça (31), o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) fez seu quarto pronunciamento durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Em um discurso moderado em relação ao pronunciamento da terça passada, Bolsonaro recuou no tom afirmando que não existe remédio cientificamente comprovado para a Covid-19 e reforçando as medidas do governo durante a crise.

Bolsonaro começou o discurso afirmando que “o Brasil avançou muito nesses 15 meses [de governo], mas agora estamos diante do maior desafio da nossa reação”, ressaltando que a sua preocupação sempre foi salvar vidas, “tanto as que perderemos pela pandemia quanto aquelas que serão atingidas pelo desemprego, violência e fome”.

Mais uma vez, o presidente distorceu um discurso do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, para falar que as pessoas mais pobres precisam trabalhar, cortando a parte em que Adhanom afirma que os chefes de Estado precisam garantir assistência a quem precisa ficar em casa e não pode trabalhar.

“O que será do camelô, do ambulante, do vendedor de churrasquinho, da diarista, do ajudante de pedreiro, do caminhoneiro e dos outros autônomos com quem venho mantendo contato durante toda minha vida pública?”, perguntou o presidente.

Após defender várias vezes que a hidroxocloroquina era uma solução viável para tratar a Covid-19, Bolsonaro recuou e afirmou que não existe remédio cientificamente comprovado, mas que os estudos são promissores.

O presidente elencou as medidas que o governo tomou nos últimos dias para tentar conter a crise do coronavírus, mas mostrou bastante preocupação com a economia, afirmando que “as medidas não podem ser piores que a própria doença.

Este foi o quarto pronunciamento sobre o coronavírus realizado em um período de menos de um mês.No primeiro pronunciamento sobre o tema, realizado no dia 6 de março, Bolsonaro afirmou que não havia motivo para “pânico” e que o momento era de união.

A segunda fala sobre o tema foi realizada na semana seguinte, no dia 12 de março. O presidente recomendou o adiamento de manifestações que estavam marcadas para o domingo seguinte, devido à recomendação para evitar aglomerações. O próprio Bolsonaro, contudo, acabou participando dos protestos.

No terceiro pronunciamento, feito na semana passada, Bolsonaro pediu a reabertura do comércio e das escolas e o fim do “confinamento em massa”.

Com informações do  O Globo

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