sábado ,19 outubro 2019
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Adélio diz que entrega de riquezas ao FMI motivou atentado contra Bolsonaro

Em avaliação psiquiátrica, Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra o presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado, em Juiz de Fora (MG), afirmou que cometeu o atentado porque o então candidato teria “uma conspiração da maçonaria para tomar o poder e entregar as riquezas do país ao FMI, aos maçons e à máfia italiana”.

Para Adélio, se eleito, Bolsonaro mataria “os pobres, pretos, índios, quilombolas, homossexuais, só ficando os ricos maçons dominando as riquezas do Brasil”.

Ele está preso em Campo Grande (MS), e disse ainda na entrevista que quando for solto vai “cumprir sua missão de matar Bolsonaro e também Michel Temer, que também participaria do complô maçônico para conquistar as riquezas do Brasil”.

As declarações feitas durante entrevista do médico constam na decisão do juiz Bruno Savino, da 3.ª Vara Federal de Juiz de Fora, que o julgou inimputável por sofrer de Transtorno Delirante Persistente, conforme decisão de segunda-feira (27).

Adélio Bispo também pediu a transferência para Montes Claros, Região Norte de Minas, em carta à direção do presídio, “em razão daquele prédio ter sido construído com características da arquitetura maçônica, além do local estar impregnado de energia satânica”.

A DEFESA

O advogado de Adélio Bispo, Zanone Manuel de Oliveira, afirmou que todas as declarações de seu cliente condizem com o resultado do laudo pela inimputabilidade e a decisão do juiz. “No início, acharam que era lero-lero da defesa a alegação de problemas mentais de Adélio Bispo. Mas hoje está provado que não era”, afirmou Zanone.

Na decisão, o juiz reproduz trecho do laudo psiquiátrico de Adélio. “O periciado é portador de Transtorno Delirante Persistente. A raiz da doença é genética, reforçada por vivência traumática na mais tenra infância. O periciado em nenhum momento citou qualquer relação afetiva. Da mesma forma, tanto no primeiro quanto no segundo (tempo pericial) não se referiu a nenhum amigo (…) Ou seja, apresenta uma total falta de capacidade de vinculação (…)”.

Conforme relatada no posicionamento do juiz, a doença de Adélio Bispo se caracteriza pela “presença de delírios persistentes. Descrevendo complôs imaginários de entidades poderosas nos quais se vê enredado. Não é raro que acompanhe o indivíduo ao longo da vida”. E que pessoas que convivem com quem tem a doença raramente percebem a intensidade da patologia e subestimam os riscos que ela pode apresentar”.

Fonte: Yahoo Notícias

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