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ARTIGO – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: doença atinge 25% da população brasileira

A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica em que a pressão sanguínea nas artérias se encontra constantemente elevada, obrigando o paciente a criar uma rotina de controle contínuo sobre esta condição. Para isso, a utilização correta dos medicamentos deve estar associada a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis.

Por ser silenciosa e relativamente comum, datas como o Dia Nacional de Prevenção e combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta sexta-feira (26), tornam-se importantes ferramentas para promover a conscientização sobre esta doença.

A Hipertensão é diagnosticada quando os valores da pressão arterial são iguais ou maiores de 140×90 mmhg (ou 14 por 9), medidas em pelo menos duas ocasiões diferentes.

Ainda que não existam sintomas aparentes, é importante aceitar o tratamento proposto e consultar regularmente o médico. Afinal, a doença pode ocasionar graves problemas de saúde, como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC), doenças renais, e impotência sexual, entre outras.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a prevalência da doença no Brasil está aumentando, chegando a atingir cerca de 25% da população. Como agravante, este dado tende a aumentar com a idade, alcançando mais de 60% dos adultos com mais de 65 anos, com as mulheres respondendo por um número maior de diagnósticos.

Em 2017, as capitais brasileiras com maior percentual de hipertensos foram Rio de Janeiro (33,3%), Maceió (29,3%) e Aracaju (28,6%). Na outra ponta, com menor incidência, estão Palmas (18%), o Distrito Federal (21,2%) e Fortaleza (21,3%).

Para além dos comprimidos

A Hipertensão requer controle rigoroso de peso, alimentação saudável, prática de atividades físicas e redução ou corte do tabagismo e consumo de álcool, hábitos que dependem diretamente da dedicação dos pacientes para se obter bons resultados.

Se tratados adequadamente, seguindo as orientações dos profissionais de saúde, os pacientes levarão uma vida normal, podendo trabalhar, desfrutar de atividades de lazer e realizar atividades físicas regulares.

No caso do tratamento com remédios, o paciente deve ser orientado sobre aspectos como a necessidade do uso diário da medicação, a possibilidade de alterações nas doses e a associação com outros medicamentos, bem como o eventual aparecimento de efeitos colaterais. Ao final, é extremamente importante conversar com o médico antes de suspender qualquer remédio por conta própria.

Por Anna Carolina Rodrigues, cardiologista do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém (PA), gerenciado Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

Tell Miranda

Jornalista e radialista

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